MOSTRA DE CINEMA GAVIÃO

- Bom Jesus do Tocantins - Pará - Amazônia - Brasil - TI Mãe Maria - Aldeia Parkatêjê Gavião. De 05 a 09 de dezembro 

Desde muito tempo por essa banda de cá do Norte, Estado Pará - BR 222 antiga PA 70, Município de Bom Jesus do Tocantins - Território Indígena Mãe Maria - Aldeia Parkatêjê - os Guerreiros Gavião vem demostrando sua força e coragem, e a cultura vem sempre sendo seus cartão de visita, e desta forma que o Iº Mostra de Cinema Gavião surge, em meios de festa, brincadeiras, companheirismo e cultura.

Programação começa dia 05 de dezembro e vai até dia 08, com a sessões às 20h00 na tenda Gavião, na Aldeia Parkatêjê; Objetivo é promover oficinas durante o dia, quando acontece as competições. Mostra de Cinema Gavião, aberta ao público, é algo que vai além da arte, envolve educação, cultura, e abre os horizontes. "Fundamental no momento cultural para despertar".

A idealização e a produção da 1ª Mostra de Cinema Gavião, vem da parceria da Secretaria de Cultura e Departamento de Turismo de Bom Jesus do Tocantins, com objetivo de despertar a difusão de produções cinematográficas realizadas na região.

Segundo o produtor cultural Robson Messias, a Mostra é uma oportunidade dos Indigenas de contarem suas próprias histórias. "O público encontrará nas produções selecionadas as histórias, e documentarios, que mostraram seus habitos e costumes.

Fornecer os conhecimentos necessários para todos àqueles que desejam produzir e participar de uma produção.

*A Iº Mostra de Cinema Gavião - Projeto Cinema do BonJa, acontece exatamente como nossos cursos presenciais, permitindo total interação com os mestres proporcionando a melhor experiência de aprendizado.  

                  A Amazônia,

os povos originarios, busca o olhar e a valorização do cinema, das artes, o reconhecimento dos direitos, ao mostrar para mundo a cultura e a natureza.

Filme Convidado A GUERREIRA GAVIÃO   -    

Filmes selecionados Mostra de Cinema Gavião

'Sabiá: canto de um povo fundo' 

É um filme documental que reúne aspectos da cultura popular de Marabá, Bom Jesus do Tocantins e região. Sabiá, personagem representada pela cantora e autora do filme, Lariza, é o elemento que através do canto e da poesia, costura enredos e cria pontes que se atravessam por meio da música, da pintura, da reza, da denúncia e também dos valores identitários regionais.

O filme conta com entrevistas de defensores da cultura popular regional, como mestre Zé do Boi, falando em nome do Boi Flor do Campo, importante grupo cultural da cidade de Marabá; seu Domingos Nunes, pintor que possui obras espelhadas pelo Brasil e pelo mundo em que retrata os primórdios e cotidiano simples da cidade de Marabá; e Dona dos Anjos, benzedeira e parteira de Bom Jesus do Tocantins, que com sua simplicidade e carisma, conta como iniciou nesses caminhos de saberes sagrados que também fazem parte da nossa cultura.
São esses e outros aspectos que Sabiá vem contar e cantar, a fim de informar e formar, diante de uma pequena perspectiva, o povo dessa região.
"Salve a cultura! Salve a história! Salve a identidade desse povo que é Teu, meu Sinhô!"
FICHA TÉCNICA
Realização: ASA RAIZ PRODUÇÕES
Co-produção: Matou o Cinema e foi a Família / Cineclube Pico de Jaca
Argumento, roteiro, direção e produção: Lariza
Co-direção, direção de fotografia, e edição: Mateus Moura
Som: Rafael Café
Desenho de som: Rafael Café e Mateus Moura
Masterização: Thiago Albuquerque (Studio Z) - PA
Ass. de produção e ass. de câmera: Myllena Assumpção
Lettering: Lariza
Entrevistados: Domingos Nunes (pintor), mestre Zé do Boi (Boi Flor do Campo) e Dona dos Anjos (benzedeira/parteira)
Musicistas: Vinicius Silva (violonista) e Elisa Dias (percussionista)
Agradecimentos: Wander Macolly, Toca do Manduquinha (Bruna Madaia), Dona Lena e Seu Elisvelton (Feira da 28) e Museu Municipal Francisco Coelho
"Projeto selecionado pelo
Edital Cultura em Movimento 2020 - Lei Aldir Blanc Marabá"

Cine Ideal Memórias de um Cinema de Rua de Rondon do Pará.

Filme O Sentido da Vida

Do cineasta

Cristiano Rabello
Esse filme e baseado no poema de rodeio de Marcos Brasil
Conta a história que já deixou muita gente comovida
Fala sobre um homem
Que achava que na sua vida muitas coisas
Pra ele não fazia sentido
É a história de um fazendeiro
Um homem sem coração
Mas que um dia pagou caro
Pelo seu despreso e a sua ingratidão
Dos quatro filhos que teve
Três ele trazia na palma da mão
Com carinho e muita dula
E o outro era a caçula
Que seria a sua sina
Só porque ela era menina
Ele não escondia a sua decepção
E pra todos ainda dizia
Que filho tinha que ser homem
Que era pra ajudar o pai na lida
E que um dia seria o dono do seu próprio chão
E que filha mulher era atraso de vida
Além de não servir pra lida, não saberia dar ordens
E jamais poderia um dia ser um patrão
Em todo o canto que ia, os três filhos ele levava
Só que a menina ele despresava. E ela entristecida, chorava escondida, e em seu canto ficava Sabendo que o maior erro da sua vida era ter nascido mulher Essa era a única culpa que ela carregava.